quinta-feira, 7 de maio de 2009

Ana João e a prisão da mãe

Olá, cá estamos nós. Continuamos no serviço de neonatologia do Hospital de Abrantes, onde continuamos a ser paparicadas por tudo e todos. Ontem acordei com uma boa notícia: "Mamã, vá buscar a roupinha, porque a Ana João vai para o berço".. É verdade, a minha princesa já saiu da incubadora e está desde ontem de manhã no berço.
Já hoje dois médicos me deram a entender que a alta estará por dias, mas eu não quero ter esperanças. Até porque também não quero que ela saia sem estar mesmo, mesmo, bem. Um deles disse para outra médica que a continuar assim, quando fizer 35 semanas (na próxima segunda) poderá ir para casa. Eu não disse nada. Fingi mesmo que não ouvi.
Mais tarde, outro médico perguntou-me: "Quando é que vai para casa?", ao que eu respondi que não queria saber. Ao que ele respondeu: "Já não deverá faltar muito"...

A alta da Ana João é um dos momentos mais desejados da minha vida: apesar de querer que ela só saia daqui quando estiver bem, por outro lado começo a estar esgotada desta situação. Entrei neste hospital na quarta-feira, 29 de Abril, pelas 18 horas e ainda aqui estou... as saídas, essas, contam-se pelos dedos: no sábado passado (como ainda não amamentava) fui dormir a casa e depois disso as saídas resumem-se a dois jantares fora com o pai e a tarde de hoje, em que entre duas mamadas fui ao centro de Abrantes. Como ainda não sei se posso conduzir, estou limitada às vindas do pai para sair daqui.
Hoje à tarde é que eu percebi bem o estado em que estou: não sei o que se passa no mundo à minha volta e não tenho qualquer assunto de conversa a não ser hospitais, médicos e as grandes aprendizagens que tenho tido sobre fraldas, cólicas, técnicas de arrotar, entre outras. Estou pálida de mais e senti-me deslocada do mundo exterior.Tive a sensação de que tudo estava diferente e eu isolada dessa evolução nesta grande prisão.

No hospital conheço os médicos, enfermeiros, auxiliares e funcionários todos. Quase todos já me conhecem. Conheço os métodos das trocas de turnos, já dou explicações aos que vão chegando sobre o modo de funcionamento disto. Todos me perguntam pela criança, todos sabem porque aqui estou. Enfim... a minha vida congelou e espero sair daqui para voltar a vivê-la.

Amo a minha menina, por ela faço tudo... prova maior não lhe poderia dar.

7 comentários:

carmo pinto disse...

Ola mamã fico feliz que esteja a recompôr se a tua menina :)
e é muito gratificante seres bem acompanhada,e depois da lição que tiveste ai até hoje conseguires ajudar outras mães que por sua vês te vêem e se confortam mais em tuas palavras...não são muitas as mães que com a situação em que estás teêm cabeça para ajudar outras mães..por isso és uma querida ! jinho para ti e para a tua menina!

Pat disse...

Força rapariga!! Só posso imaginar a tua situação e como às vezes pode ser desesperante, mas já faltou mais, certo? E vais ter todo o tempo do mundo para recuperar as conversas perdidas, os assuntos não comentados!! É normal que neste momento te centres na tua menina e no mundo em que ela se encontra. Não poderia ser de outra maneira!! Logo, logo estarão as duas daí para fora e a viver tudo a que têm direito!! Está quase...bjinho

Patricia disse...

Força amiga,
já falta pouco para deitares a tua menina no berço em casa...

Beijocas grandes

Patricia

Helena Santos disse...

Olá Inês, fico feliz de tudo estão a eoluir tão bem.
Em breve estes serão momentos de recordação e logo logo darás o mundo a conhecer á tua AJ.
bjs
Helena

Anokax disse...

Força linda!! é por uma boa causa!! Pensa que quando vieres para casa com ela, já a conheces todinha!!!
Espero que saia rápido, é sinal que esta optima!
Beijocas grandes e muita força!!!

Sandra Veloso Silva disse...

Espero que a alta saía rápido para gozares a Vossa vida fora daí.

FORÇA MÃE

susie disse...

Força minha querida.....logo , logo vais sair dai e puder desfrutar da tua filhota livremente, vais ver

beijo gogante